Oi, Cármen de novo, pra continuar o relato de como conheci essas ilustres figuras.
Onde parei mesmo?, Ah sim, na parte onde o mascarado da uma surra no cara que me abusou.
Depois de cortar o cara todo, o... Querem detalhes da briga? ok, O tarado, depois de quebrar a garrafa para usar como arma, foi pra cima da gente, e o mascarado segurou seu braço e chutou bem no meio das pernas, desarmando o safado.
Depois deu um soco tão forte que ate o povo que estava dançando parou pra olhar o safado caindo direto no chão.
Ai o safado se recuperou e pegou o canivete da mão do mascarado e tentou cortá-lo, mas o mascarado deu um passo pra traz e desviou. E com um movimento rápido entortou o braço do cara nas costas, e pegou o canivete da mão dele.
- E agora, vejamos se ainda vai sair cortejando as garotas com a cara toda costurada.
- calma ai cara!
O mascarado fez um corte na bochecha, e pareceu não ligar pra todo o sangue que sujava suas mãos tatuadas.
- Karl, liga pra emergência, de novo.
(De novo?, Isso era normal nesse tipo de lugar?)
Karl era o bartender, um loiro barbudo com um longo cabelo preso num coque, raspado dos lados.
- Sempre acontece nessa droga de lugar!
(É, confirmou minha duvida)
O mascarado olhou pra mim com os olhos preocupados
- Você está bem? ele te machucou?
- E-eu estou bem sim, você rasgou a boca do cara.
- Nova por aqui, não?, acontece bastante, como se chama?
- Carmen, e por que usa uma mascara?
- bom, meu nome é Drákeé, a mascara é só enfeite, embora ajude contra balas.
- Balas?, tipo balas de armas? - Não, balas de açúcar e glicose, não gosto de ter caries.
- Eu mereci essa, mas tem tiroteios por aqui?
- Por aqui não, mas nunca se sabe, as pessoas aqui são meio doidas. - Seu nome, como se escreve?, parece ser francês.
- D-r-á-k-e-é, e se pronuncia Dráqué, não é meu nome verdadeiro.
- E qual o seu verdadeiro?
- Não posso contar, vamos sair daqui?
(Puxa, de novo)
Como se ele tivesse lido meus pensamentos, logo falou:
- Ei, não estou te cantando nem nada, só falei isso porque essa hora as coisas ficam pesadas quando se chama alguma autoridade.
- Ah, nesse caso vamos.
Fora da boate, paramos por um minuto e eu pude ver como era a aparência do meu salvador.
Ele realmente tinha uma mascara, e tinha uma jaqueta militar sobre um moletom preto, a jaqueta, rasgada e cheia de coisas costuradas nas costas.
- Bom, não tenho nada pra fazer pelo resto da madrugada.
Falou isso e foi andando pela rua, e fui seguindo ele com os olhos, percebendo que eu também não tinha nada pra fazer.
Ele vira e grita:
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