Cantam o coral de rostos negros,
Rostos de papel no
mar de sonhos
Cada um mais
chamativo que o outro.
O casal que sonhava
Valsando,
De caras e bocas
assim mudando
De passos e passos,
beijos e abraços.
Rodava e sorria,
como um par de bonecas de porcelana.
Silencio!
O relogio soa suas
pesadas badaladas da meia-noite
O pendulo, velho e
pesado, dava passos calculados
Para lá, para cá,
assim o pendulo vai.
A linha escarlate de
seu rubi, junto com o som estridente de suas engrenagemDoze, badaladas
Doze Pesadas badaladas
O eco da decima
segunda badalada se espalha pelo salão
Os musicos recomeçam
a canção,
A valsa roda e gira,
rodopia
Vestidos rasgados e
sangue jorrando.
O casal esta
dilacerado no chão
Os rostos negros do
coral jogam suas mascaras, e a visão, dantesca, revela seu rosto sem fim
Um buraco negro em
suas faces.

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